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Por Junia Teixeira
A linha que separa Arte do Artesanato pode, muitas vezes, ser tênue. Segundo Yara Tupynambá, artista mineira, podemos dividir o artesanato em grupos. Há um artesanato meramente comercial, com pequenos objetos, lembrancinhas, feitos em grande escala; um artesanato de associações como tear, cerâmicas, em média escala; e um artesanato superior, com temas bem definidos e feitos em pequena escala.
Este último se difere da Arte apenas pela repetição de elementos em suas composições, mas possui em sua construção uma visão de mundo, uma forma singular de impactar e causar reflexão.
Cada dia vêem-se feiras de Artesanato ganhando proporções de eventos grandiosos. Podemos citar a Feira Nacional de Artesanato, em Belo Horizonte que, neste ano, propõe uma interação com o artesanato Japonês, em homenagem aos 100 anos de imigração japonesa.
Um olhar apurado, observador, desprovido de preconceitos e julgamentos, deve ser o caminho para se admirar estas criações que levam riquezas às suas cidades, atraem o turismo, resumem as histórias de suas origens e aproximam a simples decoração do pensamento artístico.
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