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Política Monetária confusa



Por Matheus Laboissière

A Política Monetária do sr. presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, é deveras confusa. E equivocada. Política restritiva, ou seja, visando à alta da taxa de juros para moldar a economia (o que já está na contra-mão do mundo), ela pretende percorrer o centro da meta de inflação, de 4,5%.

Como nosso país ainda não foi atingido em cheio pela crise financeira, como os estadunidenses e europeus sofreram, o mercado interno está aquecido. Há até contratações temporárias para o natal! Tudo nos conformes, nem parece que tem crise. Com o mercado interno aquecido, pois, a tendência é que a inflação aumente, pois há mais gente querendo comprar e menos produto para vender. Claro, o esperto do empresário aumenta os preços pois tem certeza da venda.

Com os juros a 13,75% ao ano, a famosa taxa Selic, os juros reais, descontada a inflação, mais caros do mundo, o consumo frea, diminui, o que reduz a inflação de demanda Resultado: caem os preços. 

Portanto, se o nosso querido Banco Central pretende ter pouco consumo (doidos não?) para ter pouca inflação, porque libera o depósito compulsório dos bancos? Compulsório é o valor que o banco tem de depositar no BC para que se tenha certeza de sua liquidez. Como o governo diminuiu a porcentagem dos compulsórios recolhidos pelo governo, isso significa mais dinheiro no mercado. Os bancos poderão emprestar para empresas e pessoas físicas. Fora os subsídios governamentais à indústria da construção civil e aos automóveis.

Agora lá vem minha dúvida. Mas mais dinheir na economia não faz aumentar o consumo? Mais dinheiro emprestado ao consumidor, mais ele gasta. Se ele gasta mais, a demanda e, por consegüinte, a inflação não aumentam? Complicado não é mesmo? Também acho. O governo investe nas montadoras não sei por que. A queda das vendas de carros já era esperada. Uma hora iria diminuir mesmo. Outros setores precisam de mais investimento, como a siderurgia, já que a demanda de aço caiu porque o mundo desacelerou. Os agricultores também precisam de uma mãozinha, quem sabe um perdão de dívidas pelo governo federal.

O BC precisa se decidir. Ou privilegia a irrigação de crédito no mercado, o que aumenta a inflação mas mantém a economia crescendo, e afasta a crise do Brasil - e procura fazer as reformas necessárias, claro - ou continua percorrendo a inflação de 4,5% ao ano, não importando a quantas anda a taxa Selic. Prefiro a primeira opção. Antes que a crise chegue e atinja nosso país. Temos que agir depressa. Vamos Meirelles!Acorda Mantega!

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